Marina Fontana em foco: A artista mineira, radicada em Brasília, integra a mostra coletiva que celebra a diversidade da produção contemporânea no Teatro Nacional Claudio Santoro.
•Memória e Paisagem: Com formação em arquitetura, Marina transpõe o rigor do traço para pinturas e colagens que investigam a resiliência da flora brasileira.
•Cena de Brasília: A exposição “Constelações Contemporâneas” reúne 40 artistas para mapear a identidade cultural do Distrito Federal além do modernismo clássico.
A artista Marina Fontana é um dos nomes confirmados na exposição “Constelações Contemporâneas da Cena Artística de Brasília”. A mostra ocupará o Foyer da Sala Villa-Lobos, no icônico Teatro Nacional Claudio Santoro, a partir de 12 de maio. Para Marina, a participação é um retorno afetivo a um espaço que marcou sua formação estética. Sua produção nasce de uma observação contemplativa do Cerrado. Ela traduz a força silenciosa da natureza em camadas fluidas de tinta acrílica e colagens orgânicas.
Como observamos em sua trajetória, Marina Fontana utiliza a fotografia como campo de coleta para texturas e gestos naturais. Suas obras não são apenas representações da paisagem. Elas são investigações sobre a vulnerabilidade e a permanência. A artista propõe uma pintura que se organiza como um organismo vivo. Ela convida o espectador a explorar as conexões invisíveis entre o biológico e o existencial.
A monumentalidade do Pau-ferro e os Rizomas da Alma

Na exposição “Constelações Contemporâneas”, Marina Fontana apresentará a série Pau-ferro Brasília. A obra mimetiza o processo de renovação da árvore através de sobreposições cromáticas. Tons de verde e terrosos evocam tanto a solidez do cerne quanto a leveza das cascas que se desprendem. É uma reflexão sobre a passagem do tempo escrita na própria natureza.
Além disso, a série Rizomas da Alma Brasília explora a ideia de que a vida ocorre em uma tessitura contínua. As linhas e massas cromáticas parecem pulsar em crescimento constante. Para a artista, expor no foyer projetado por Oscar Niemeyer, com o paisagismo de Burle Marx, é uma honra profunda. O espaço suntuoso dialoga perfeitamente com a magnitude de sua pesquisa visual.
Brasília como organismo vivo e plural
A exposição “Constelações Contemporâneas” funciona como um manifesto da arte brasiliense atual. A iniciativa do Metrópoles reúne 40 artistas de diferentes gerações e linguagens. O objetivo é apresentar Brasília como um organismo marcado por dinâmicas sociais e simbólicas em transformação. A mostra ultrapassa a herança modernista estática. Ela revela uma cidade vibrante, onde a produção de nomes como Marina Fontana ajuda a construir a identidade cultural contemporânea do Distrito Federal.
Serviço: Constelações Contemporâneas
- Local: Foyer da Sala Villa-Lobos, Teatro Nacional Claudio Santoro (Brasília).
- Período: 12 de maio a 5 de julho de 2026.
- Horário: Diariamente, das 12h às 20h.
- Entrada: Gratuita.
Com informações de Metrópoles
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