37ª Bienal de São Paulo: Amanda Carneiro e Raphael Fonseca assumem curadoria

Amanda Carneiro e Raphael Fonseca, curadores-chefes da 37ª Bienal de São Paulo.
Amanda Carneiro e Raphael Fonseca, curadores-chefes da 37ª Bienal de São Paulo. — Foto: Fe Avila/Fundação Bienal de São Paulo

A 37ª Bienal de São Paulo começa a desenhar seus contornos. A Fundação Bienal anunciou Amanda Carneiro e Raphael Fonseca como os novos curadores-chefes para 2027. Esta decisão não é apenas administrativa. É um gesto político e estético. A liderança do maior evento de artes visuais da América Latina volta a uma dupla brasileira.

Ambos possuem forte projeção internacional. Eles ocuparão o Pavilhão Ciccillo Matarazzo com o frescor de uma nova geração. A dupla transita entre a pesquisa acadêmica rigorosa e a prática curatorial em grandes museus globais.

A 37ª Bienal de São Paulo promete ser um espaço de revisão de narrativas. Sob este comando, a mostra fortalecerá a cultura visual contemporânea. As últimas edições experimentaram diversos modelos, desde estruturas coletivas a curadores estrangeiros.

Agora, o modelo se estabiliza em uma proposta sólida. A dupla une a experiência no MASP à atuação em Lisboa e Denver. Isso garante que a Bienal permaneça no epicentro das discussões artísticas mundiais.

Trajetórias que conectam o Brasil ao mundo

A nomeação de Amanda Carneiro traz expertise valiosa para a Bienal. Ela atua no MASP desde 2018. Também integrou a equipe curatorial da Bienal de Veneza em 2024. Sua pesquisa foca na arte afro-diaspórica e na recuperação de trajetórias históricas. Este é um ativo fundamental para os debates atuais sobre identidade e território.

Ao seu lado, Raphael Fonseca aporta uma visão cosmopolita. Ele possui passagens pela Culturgest e pelo Denver Art Museum. Raphael também assinou a curadoria do Pavilhão de Taiwan na Bienal de Veneza de 2026.

Esta complementaridade de visões sustenta a expectativa em torno da 37ª Bienal de São Paulo. Amanda mergulha nas raízes brasileiras. Raphael articula essas potências com o circuito global. O diálogo foge do óbvio e busca novas camadas de leitura para a arte contemporânea.

O futuro da Bienal no Ibirapuera

A Bienal de São Paulo possui mais de sete décadas de história. O evento consolidou-se como uma plataforma central para a experimentação. A escolha de Amanda e Raphael foi conduzida por um comitê criterioso.

A presidência de Andrea Pinheiro reafirma a força da massa crítica brasileira. O país é capaz de gerir projetos de escala monumental. O projeto curatorial detalhado surgirá no segundo semestre de 2026. A sinalização já é clara. A Bienal de 2027 será um território de encontro entre consistência intelectual e ousadia curatorial.

Sobre a 37ª Bienal de São Paulo

  • Curadores: Amanda Carneiro e Raphael Fonseca.
  • Local: Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera, São Paulo.
  • Previsão: Segundo semestre de 2027.
  • Instituição: Fundação Bienal de São Paulo.

Com informações de Dasartes


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