No coração de Brasília, a arte e a cultura se encontram no 46º Salão de Artes Riachuelo, uma iniciativa da Marinha do Brasil (MB) que celebra a produção artística nacional. Com efeito, o evento, promovido pelo Comando do 7º Distrito Naval (Com7ºDN), reuniu mais de 100 obras de artistas civis e militares, reforçando o incentivo da Força à valorização da cultura.
Este artigo destaca a importância desse salão como um espaço de diálogo e reconhecimento no cenário artístico brasileiro.
Arte como assinatura das civilizações
Tradicional no calendário artístico-cultural do Distrito Federal, o Salão de Artes Riachuelo integra as comemorações alusivas ao Dia da Marinha, celebrado em 11 de junho. Dessa forma, a exposição, que acontece na Casa Thomas Jefferson, permanece aberta ao público de 21 de maio a 19 de junho.

Além disso, ela se consolida como um espaço vital para o incentivo à produção artística, a valorização de novos talentos e a aproximação entre a Marinha e a comunidade cultural. Conforme o Comandante do 7º Distrito Naval, Vice-Almirante Rogério Pinto Ferreira Rodrigues, “A arte é a assinatura das civilizações”.
Ao longo de 46 edições, o Salão de Artes Riachuelo tornou-se um espaço de diálogo entre a Instituição e a sociedade civil. Em outras palavras, ele incentiva talentos, promove intercâmbio cultural e amplia o acesso à arte.

Nesta edição, artistas concorreram nas categorias “Tema Livre” e “Tema Marinha”, apresentando obras que abordaram temas como identidade, cotidiano, natureza, memória, paz, pertencimento e transformação social.
Homenagem a Francisco Galeno: cores e cultura popular brasileira
Um dos momentos mais emocionantes da solenidade foi a homenagem póstuma ao artista Francisco Galeno. Primeiramente, ele é reconhecido nacionalmente por suas obras marcadas pelo uso vibrante das cores e pela valorização da cultura popular brasileira.

Nascido em Parnaíba, no Piauí, e radicado em Brasília, Galeno construiu uma trajetória artística profundamente ligada à identidade cultural brasileira. Assim também, suas obras dialogavam com elementos da natureza, da memória afetiva, das tradições populares e da diversidade do País, tornando-se referência nas artes plásticas nacionais.
A homenagem ganhou significado ainda mais simbólico por acontecer na Casa Thomas Jefferson, local onde o artista realizou sua primeira exposição individual, em 1989. Portanto, a presença de seus filhos, João e Arthur Galeno, que receberam a homenagem em nome da família, ressaltou o impacto cultural deixado pelo pai.
Emocionado, Arthur Galeno destacou:
“Eu acredito que ele gostaria de ser lembrado pelas cores, pelo trabalho que ele fazia e representava a cidade de onde veio, o Piauí, assim como o Brasil” .
Obras premiadas: sensibilidade e reflexão humana
Entre os destaques da premiação, a artista Luiza Aguirre foi a vencedora do primeiro lugar na categoria “Tema Livre”, com a obra Escombros de Guerra. Nesse sentido, a obra, inspirada nos conflitos do Oriente Médio, traduz sentimentos humanos diante dos cenários de destruição e sofrimento. Conforme Luiza Aguirre, “A mensagem é: sem guerra”. Sua fala sintetizou a arte como instrumento de reflexão social e defesa de valores humanos.

Na categoria “Tema Marinha”, o terceiro lugar ficou com o militar Anderson Bezerril, autor da obra “No Gelo, Gigante Vermelho”. Ademais, sua trajetória reflete um dos principais objetivos do Salão de Artes Riachuelo: incentivar talentos e fortalecer a aproximação entre a Marinha e a sociedade por meio da cultura.
Em suma, ao abrir espaço para artistas civis e militares, o evento reforça a valorização da criatividade e da expressão cultural.
Serviço — 46º Salão de Artes Riachuelo
- Local: Casa Thomas Jefferson, Brasília.
- Período de Visitação: 21 de maio a 19 de junho.
- Horário: Segunda a sexta-feira, das 8h às 19h; Sábados, das 8h às 12h.
- Entrada: Gratuita.
Com informações de Marinha do Brasil
Descubra mais sobre Realidarte
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.