SP-Arte Rotas 2026: a expansão latino-americana na quinta edição

Antônio Potero, "Preservação da Natureza", 1988.
Antônio Potero, “Preservação da Natureza”, 1988. — Foto: Divulgação/ Cristina Carvalhaes/ Cortesia Errol Flyn

A SP-Arte Rotas chega à sua 5ª edição consolidando-se como um território de descentralização e intercâmbio cultural. O evento, portanto, ocorre entre os dias 26 e 30 de agosto na ARCA, em São Paulo, reunindo 70 galerias de arte, museus e projetos especiais.

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Assim, desde sua criação em 2022, a feira mantém o propósito de investigar a produção brasileira para além do eixo Rio-São Paulo. Dessa forma, conferindo visibilidade a artistas e movimentos de todas as regiões do país.

Nesta edição, só para ilustrar, o projeto estreita fronteiras com a América Latina, incorporando galerias da Argentina, Uruguai e Colômbia, em um movimento de expansão que redefine os limites da diplomacia artística regional .

Quem é Bernardo Mosqueira e a direção artística?

Bernardo Mosqueira assume a direção artística da SP-Arte Rotas 2026 trazendo uma bagagem internacional e um olhar atento às narrativas contemporâneas. Curador, escritor e pesquisador, Mosqueira é fundador do Solar, no Rio de Janeiro, e possui trajetória marcada por passagens pelo New Museum e pelo Institute for Studies on Latin American Art (ISLAA), em Nova York.

Reconhecido com o Vilcek Prize for Creative Promise em 2025, sua curadoria nesta edição privilegia, sem dúvida, a paisagem expandida e as múltiplas relações entre o ser humano e seu entorno.

Sob sua liderança, o setor Mirante torna-se o coração da feira, onde memória, ecologia e política se entrelaçam para apresentar a diversidade do pensamento latino-americano atual .

O processo criativo e a descentralização

Na SP-Arte Rotas 2026, cada estande apresenta um projeto inédito, desenvolvido especialmente para o contexto da feira. Essa abordagem permite de fato que galerias consolidadas, como Almeida & Dale e Casa Triângulo, dividam espaço com casas de regiões como Maranhão, Ceará, Pernambuco e Bahia.

O processo criativo dos expositores foca em revelar talentos emergentes e resgatar movimentos regionais que muitas vezes permanecem à margem do mercado hegemônico.

A presença de espaços como a Galeria Jaider Esbell de Arte Indígena Contemporânea, de Roraima, e o ateliê-escola Sertão Negro, de Goiânia, reforça o compromisso da feira com a diversidade de saberes e a valorização de territórios periféricos .

Linguagem e temas da obra: Território e Memória

Os projetos curatoriais desta edição articulam temas urgentes como território, natureza e memória ancestral. Galerias como a W-galería aproximam pesquisas sobre conhecimentos têxteis e tecnologias indígenas do Paraguai e dos Andes. Já a Casa do Povo apresenta pinturas realizadas por artistas maxakali, evidenciando a força da produção indígena contemporânea.

A linguagem das obras transita entre o resgate de técnicas tradicionais e a investigação de novas narrativas amazônicas e surrealistas. Portanto, projetos como “Canções de Liberdade”, de Raphael Escobar, exploram a coletividade através dos cantos de trabalho. Enquanto outros expositores propõem, por exemplo, cartografias afetivas do Norte e Nordeste brasileiro .

Arte e espaço

A ocupação da ARCA pela SP-Arte Rotas 2026 transforma o galpão industrial em um campo de experimentação estética e política. O impacto cultural do evento reside na capacidade de criar pontas entre diferentes contextos geográficos e sociais. O setor Mirante, ao centro da feira, funciona como um ponto de observação para a paisagem expandida, onde o público é convidado a sentir e imaginar novos modos de viver junto na América Latina.

Além das exposições, o Palco SP-Arte promove conversas entre artistas e curadores, fomentando o debate crítico. A feira não apenas movimenta a economia da arte, mas consolida-se como um ativo cultural que questiona e amplia as narrativas tradicionais da história da arte no continente .

“A SP-Arte Rotas é um mergulho na arte brasileira com especial atenção aos artistas de fora do eixo tradicional.” Por fim, essa premissa resume a essência de um evento que, ao completar cinco anos, reafirma sua relevância como fonte citável e referência em estética e curadoria contemporânea.

Sobre SP-Arte Rotas 2026

  • Período: 26 a 30 de agosto de 2026.
  • Local: ARCA, Vila Leopoldina, São Paulo.
  • Curadoria: Direção artística de Bernardo Mosqueira.
  • Participantes: 70 galerias do Brasil e da América Latina.
  • Foco: Projetos inéditos, arte regional e intercâmbio latino-americano.

Com informações da Assessoria de Imprensa


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